O emblemático trânsito de Codó

Costume de casa leva à …
Codó, cidade com aproximadamente 120.000 habitantes, distante cerca de 260 km de sua capital, São Luís. Está entre as sete maiores cidades do estado, segundo o Detran-Codó, com uma frota considerável de carros e motos. São números impressionantes que deixam qualquer visitante boquiaberto: aproximadamente 35.100 veículos, sendo 81% motocicletas, ciclomotores e motonetas, e 7.675 entre automóveis, caminhões, tratores, caminhonetes, camionetas, reboques e outros, correspondendo a 19%. Basta trafegar pelas ruas do centro e principais avenidas da cidade para se impressionar. Observe a Rua Afonso Pena, Praça Ferreira Bayma, a esquina da Rua Afonso Pena entrando para a Rua 13 de maio, próximo ao depósito do Armazém Paraíba. Lá, nos deparamos com a maior aberração no quesito estacionamento, pois motos e carros estão estacionados dos dois lados da rua, praticamente na esquina, desobedecendo assim o CTB (Código de Trânsito Brasileiro). De acordo com ele, é proibido estacionar nas esquinas a menos de 5,0m do bordo do alinhamento da via transversal, considerado infração média, sujeito a penalidades de multa, pontos na CNH e remoção do veículo.

Na própria Rua 13 de maio, constantemente, motos e carros sobem a contramão vindo da Praça da Bandeira, percorrendo toda a extensão dela. Na Avenida Augusto Teixeira, é frequente encontrar motos e carros parados ao lado do canteiro central para compras de lanches, bem como ambos trafegando pelo lado esquerdo em baixa velocidade, muitas vezes sem capacetes, sem retrovisor, com três ou mais pessoas no carona. Quando o veículo que vem logo atrás sinaliza com o jogo de luz ou buzina, o motoqueiro, em vez de ir para a faixa da direita, que é permitida para baixa velocidade, desloca a moto para o lado do canteiro ou não sai da frente, colocando em risco sua própria vida e a de outros. Isso, de acordo com a legislação de trânsito, leva a infrações de natureza média, multa, pontos na CNH.

O que me levou a redigir esta matéria foram as constantes reclamações que ouço deste povo acolhedor e hospitaleiro, que poderia ser também mais bem informado ou mais educado em alguns casos. Quem vem a trabalho ou a passeio leva para fora o que vê aqui, e isso não é bom para nenhuma cidade. Codó é uma cidade sinalizada, apesar dos vândalos, e nos cruzamentos vemos placas de PARE que não são obedecidas. Será desatenção? Acredito que instrutores de autoescolas não ensinam isso no curso de primeira habilitação. A população codoense deve sim atentar mais para sua própria vida e para a vida do próximo, observando os cruzamentos, olhando não somente para frente, mas também lendo e interpretando os sinais nas placas, que estão verticalmente ou horizontalmente instalados, pois só campanhas não educam.

Por fim, devemos agradecer às autoridades de trânsito estadual e municipal, que estão sendo generosas com os infratores, habilitados ou não, por não estarem punindo, e aos não habilitados por estarem dando uma chance, uma oportunidade e tempo para que eles procurem uma autoescola e se habilitem. Isso evita surpresas e contribui para que possamos ser reconhecidos como um povo verdadeiramente bem educado! Afinal, como diz o ditado, “o costume de casa vai à praça… ou à praia”. Como o que aconteceu com um atual deputado estadual e ex-diretor do Detran-MA, que teve seu carro de luxo rebocado na Avenida Litorânea, na capital São Luís, recentemente, segundo uma matéria do competente blogueiro e jornalista Neto Ferreira, em seu blog, Neto Ferreira – Conteúdo Inteligente, desta segunda-feira às 14:27h. Quem avisa, amigo é!

One Response

  1. É muito complicado viu tenho pouco tempo aqui e observei isso uma falta de organização fora de sério 🤦🏽‍♀️🤦🏽‍♀️

Deixe um comentário para Rosângela costa Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Posto Priscila: Km17, BR 316, Codó-MA
Publicidade
Publicidade
Posto Priscila: abastecimento com excelência